14 de outubro de 2015

Com ele, com ela,com nós.


28-06-2015
- Alô?
-Amanda?
- Sim, quem é?
- Sou eu, Kaique....- ele respira -  Como você está?
-Estou o.k. Precisa de algo?
-Não, é que você sumiu, me preocupei.
-Não precisa. Estou bem... A gente pode se falar mais tarde? Tô de saida..
-Claro, claro. Me liga mais tarde então. Beijos, se cuida.
-Tchau.
Nem ao menos ele teve tempo de tirar o telefone do ouvido, e o sinal de linha ocupada começou. Ele não entendia. Para ele estava tudo tranquilo ligar para ela, se passaram três meses, e além do mais, por mensagens eles conversavam normalmente, então por que essa secura ao telefone? "Mulheres, não entendo e nunca vou entender, só fiquei preocupado, poxa".
"Idiota, burra, por que tratou ele assim? " Amanda se remoía.  Mas afinal, por que ele ligou? Se ela não procurou conversa durante esses dois dias, é por que ela não quer conversa. E não, não venha para ela com esse papo de " amigos". Ela nunca o enxergaria apenas como amigos. Mas quem sabe com o tempo ele entenderia.
 28-07-2015
-O que você quer, caramba?
-Epa, epa. Em primeiro lugar, isso é uma festa, entra quem quer. E em segundo, você é minha amiga, não é isso que disse que seriamos?
Amanda segura o copo de bebida na mão, e olha para o teto da festa. Deseja mais que tudo se fundir as paredes daquele banheiro. Por que Kaique, simplesmente não a tratava mal, ou a ignorava? Seria mais fácil, ela teria um motivo para odiá-lo. Mas não, ele era educado, era polido, e ainda queria o bem dela.
-Amanda, eu tô falando com você. Dá pra me escutar?
-Não porra, não quero te escutar. 
-O que aconteceu, doida. Nós não estávamos ok?
- Nunca estivemos ok. Você esteve ok. Eu estive ok, mas o nós, nunca esteve. Você não entende? - ela altera a voz -Eu fico triste, eu tento voltar o que era antes, mas não consigo. É triste porque, em pequenos lapsos de memória, penso em te mandar uma mensagem. Na verdade, penso que a gente está bem, como éramos. Mas não estamos. Eu queria tanto, tanto, tanto te bater. Queria tanto jogar na tua cara o quão estúpido você é.
- Não entendo, te vejo saindo, rindo, brincando com seus amigos. O que diabos eu fiz de errado, além de dar seu espaço, e esperar você falar que tava tudo certo? - ele poe a mão na cabeça - Por que se eu me lembro bem, quem me disse que estava tranquila com relação a nós, foi você.
-Eu sei, eu sei ta bom. Mas eu menti, menti pra mim mesma. Nem eu me entendo. Eu penso que quando te ver, não vou sentir nada, mas eu sinto. Mas se eu não entendo, não é você que vai entender. Mas deixa pra lá. Uma hora essa sensação ruim passa e eu volto a ser normal.
E dizendo isso ela começa a andar em direção ao palco. Ela quer fugir como sempre fugiu, como fugiu da verdade latente da sua cabeça.

28 - 12 - 2015 

- Quer sentar?
- Claro - ela diz, após uma pausa, e depois passa por Kaique pra chegar ao sofá, o cheiro dela invadindo seu espaço e trazendo um milhão de memórias com ele.
Ninguém fala nada por um momento, e de repente os dois começam a falar ao mesmo tempo, e então começam a rir nervosamente.
-É bom te encontrar, mesmo que não seja na melhor das situações....- E antes que ela consiga falar algo, alguém invade o café noturno como se procurasse algo, e encontra o que buscava. Era Amanda.
- Que bom que te encontrei - O estranho a beija -  Pensei que fosse me atrasar  mais - ele sorri -  Vamos?
É um cara, na faixa dos seus vinte e tantos anos, alto, cabelos grandes e olhos verdes. Ele se dirige uma vez para Kaique, e lhe estende a mão, e se volta novamente a Amanda.
- Você pode esperar um pouco? - Amanda diz a ele -  não vai demorar.
O estranho demora um pouco a voltar a olhar para Kaique e em seguida olha para ela, e a expressão dela de quem se desculpa. Mas não fala nada e se afasta.
- Então - Kaique ri -  Seu novo namorado, não terá problemas com a nossa conversa?
- Não, ele entende o que preciso falar.
- E o que seria essa conversa? Tão preciosa?
Ela suspira, sempre detestou conversas sérias, e detestava ainda mais pedir desculpas de algo que ela realmente estava errada.
- Sei que o natal já passou, já recebeu seus presentes, seus abraços e todas aquelas felicitações dessa época feliz. Só vim te aqui para falar, falar o que eu penso, te dizer o quanto eu fui errada em te enganar que estava tudo ok. Eu juro, que tentei esquecer. A gente finge que esquece, finge que deixou pra lá, finge que não tem tanta importância ou que não foi nada demais. A gente deixa nosso orgulho e nossas vontades de lado. Se anula. Se entrega. Faz malabarismo. Tudo isso pra ter a companhia de alguém. Tudo isso por sentir que, por essa pessoa, vale o risco, o trabalho e até a queda. Por que você valia a pena, valia e vale a pena. Mas depois, depois disso tudo, sobra só lembranças, embaralhadas, perdidas e que a cada dia, ficam confusas e mais confusas. Eu me lembro que queria te odiar, Kaique, queria te culpar por tudo de ruim, mas sabe a verdade? Ninguém tem controle absoluto sobre a felicidade de ninguém,o outro nunca teria o poder te ferir se você não deixasse isso acontecer, a gente é que se permite machucar. E isso é uma lição, não me entenda mal, ser machucada por você seria o maior dos privilégios, mas  agora, o que eu penso, é que todas as minhas dores, e problemas são intransferíveis, e carregar mágoas e apontar culpados é andar em círculos, num loop eterno. Então, quero que você entenda, eu não te odeio,nunca poderia odiar, mas também não te amo mais. Mas aprendi a ser só, Sou alegre, me divirto e saio com meus amigos. Mas não dependo disso, da alegria meio forçada, dessas pessoas, desses lugares, de ninguém. Sei ser só e gosto de ser só. Sei ser minha e gosto de ser minha. E só aprendi a ser minha, graças a você. Então esse é um pedido de desculpas e um agradecimento. Desculpas por bancar a louca, a dramática,a difícil quando você só queria facilitar as coisas.E obrigada, obrigada por me ajudar a entender que nem tudo é como nos pensamos,e nem como queremos, mas como precisamos. 
Nisso, Amanda se levanta, se dirige a ele e lhe dá um abraço, de despedida e de carinho, e dispara pela porta afora,aonde alguém a espera. Kaique atônito com tudo só consegue pensar em quão mais sensacional aquela garota se tornou. E quão agradecido ele esta, por tudo estar em paz. Com ele, com ela,com nós.

24 de agosto de 2015

(Re)amar.

Desejo que eu encontre alguém como você encontrou, não tão rápido nem tão intenso. Não sem tal desamor, mas nem com grande ânsia. Desejo que você se liberte quando for para se libertar, e desejo que eu me liberte de ti, assim como tu se libertou. 

Não será mais o meu número que irá discar quando quiser desabafar sobre o seu dia, não sera minha voz que dirá " relaxa more, tudo vai dar certo no final". Não sou eu que vai te  fazer assistir aquela série que tanto relutou em ver, e nem será você que me ira me fazer ouvir aquela música antiga, a qual eu nem gostava tanto. Sua camisa não me servira de pijama, a lembrança de seus olhos não me serviram mais de alento aos meus piores dias e com toda a certeza, meus domingos não serão mais os mesmos, e meus sonhos nem tão coloridos e aquele filme? Não terá tanto sentido.

10 de julho de 2015

Cidades de Papel - O Filme

Oi pessoal, tudo bom? Ontem eu fiquei o dia inteiro pensando como faria essa crítica, cogitando hipóteses até de não faze-la com medo de não ser perfeita. Mas decidi que cada um sabe a maneira que se deve escrever e desse jeito resolvi fazer uma do meu jeito, portanto, espero que gostem.



SINOPSE: "A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece deixando para trás pistas para Quentin decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, Quentin deve entender o verdadeiro significado de amizade - e de amor." ASSISTA O TRAILER CLICANDO AQUI!

7 de julho de 2015

Seja forte. Seja inquebrável.



Eu sei querida, você quer ser forte. Eu sei. Você não quer mais que isso aconteça, não quer mais se machucar desse jeito. É. Muitas pessoas falam que isso é maluquice, é frescura. Mas eu sei que não é sabe? Eu sei bem como é estar ai, no fundo do poço, sem ninguém ao seu lado para te abraçar, segurar sua mão.Eu sei que as vezes você se tranca no banheiro, liga a ducha e apenas deixa as lágrimas escorrerem. Eu também sei que a dor física é mil vezes menor que a emocional, e eu sei que de alguma forma ela nos alivia. Mas sabe como eu sei isso tudo? Eu já passei por isso pequena. Eu já sofri, eu já chorei sozinha no banheiro, já me olhei no espelho e detestei a imagem nele refletida, eu já estive ai. Eu sei como é esse sentimento. Eu sei o que é ver as pessoas olhando para você, e não te enxergando. Eu sei o que é ouvir as pessoas falando: “ ela reclama de nada”